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Amor, Saudade e outras coisas

fevereiro 23, 2014Amanda de Ishtar

A grande sina de um coração carente e eternamente apaixonado; mesmo que por ninguém em específico. As coisas, a vida, as pessoas, o tempo, as estações, você. Amo todos: família, amigos, o dia, a noite, a Lua, o Sol, o barulho de pipoca estourando, sua respiração, sua risada entrecortada, meus amigos bêbados, sexta, sábado e domingo.
Amo à todos, mas nem todos me amam. É fato fatídico - redundante e paradoxal. Pessoas boas, passam por coisas ruins. Pessoas ruins também, mas se dói mais quando se é bom. Minha bondade não depende da sua. Minha ingenuidade e amores platônicos me superam todos os dias. Não guardo rancor e faço o bem sem esperar retorno - que muitas vezes, não vem. Sou o amor para os outros, que gostaria que o fossem para mim. Sou a ajuda que precisas, mesmo quando meu bolso está pesado de problemas e soluções inacabadas.

A vida é uma peça sem final feliz iminente. Nada que um sorriso contente, não me faça sorrir também. Aqueles que conseguem nos arrancar uma gargalhada, quando a garganta está seca e o peito doendo... ah, esses sim são especiais.
Como na música, "procuro um amor que seja bom pra mim. Vou procurar, eu vou até o fim." E vou mesmo. Sofro por quem eu quero. Por quem eu quis. Por quem eu vou querer. O sofrimento é a prova de que você está vivo. A dor latente de alguém que ainda guarda calor e vida no coração.

Ninguém sabe bem reconhecer quando se é rejeitado. Muitas pessoas procuram maneiras de se rejeitar, sem mostrar que o está fazendo. Temem magoar uma pessoa querida, mas são tolos, pois o 'não correspondido' por si só já causa uma dor lancinante.
Prefiro a verdade dita, do que a expectativa alimentada. Não que eu não goste de sonhar - o faço com mais frequência do que deveria. Mas é sempre bom ter o pé no chão, quando suas asas insistem em te levar para lugares distantes, onde não deveria estar.

O maior problema de ser como eu, é estar em constante paixão até pelo que não se viu. O amor não é somente uma necessidade física. É aquela louca vontade de ter quem apertar e sussurrar besteiras ao pé do ouvido; é ter com quem se aconchegar em frente à TV num dia de chuva; é poder ter um porto seguro, com peitos macios e quentes para você afundar o rosto e esquecer das mágoas; é uma voz masculina que te atiça quando menos esperar; é o sorriso malicioso, daquela boca bonita que te faz perder o ar; é estar longe, sabendo que em breve estará perto; é a ideia de saber que em algum lugar, tem um coração batendo forte por você. E são mil e outras coisas, as quais dariam um outro post, pois são muitas, como disse.

Eu sinto falta de tudo isso e mais. E de retribuir também, ao meu modo. De mimar e ser mimada. De ter a carência suprida e depois senti-la crescer, porque quanto mais se alimenta, mais fome se tem.

São faltas e necessidades, que fraternidade e coleguismos não suprem. É querer estar além de completo - porque todos completos somos, por nós mesmos. O Amor como sentimento Universal, faz-se incompleto. Preciso de cuidados: emocionais e físicos.

Não procuro. Não espero. Não alimento. Só estou aqui, como quem não quer nada, mas te querendo muito: mais do que você imagina e mais do que eu queira.
Substituímos isso por livros, jogos, passeios, música e trabalho. Não é suficiente. Tentemos agora exercícios, comida, mais leitura, mais música e diversão. Não é suficiente.
Não é suficiente, porque por mais que as alegrias momentâneas completem o meu ser, em algum lugar, lá no fundo, eu espero por você - mesmo sem nada esperar. Confuso eu sei. Sinto-me assim sempre.

Essa aflição e antipatia por algumas coisas, fazem-me refletir muito. Mas nada adianta refletir, se esse sentimento não passar. E até lá, estarei aqui com umas melodias, um blog, seletas companhias e um punhado de saudade para me consolar.


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