amor contos

Conto: Viagem

janeiro 12, 2014Amanda de Ishtar

Atenção: Conto inadequado para menores de 18 anos.

Esta é a última vez que fico abalada por algum cara. Prometo. Não, sério, isso de ficar chorando até o sono vir; rever todas as fotos tiradas juntos; não conseguir parar de associar toda e qualquer cena boba do meu dia, à determinado cara... isso é loucura! É uma insanidade amorosa elevada ao grau do desespero.

Foi assim que decidi não me envolver com mais ninguém. Essa era da tecnologia faz pensar que toda e qualquer situação possa ser resolvida por mensagens de texto em chats afora. Chega! Levar um fora por Whats? Nunca mais!

Isso foi meu pensamento até uns dias antes de minha amiga resolver me tirar da fossa e me forçar a viajar com ela e alguns amigos para uma espécie de acampamento descolado. Sem apitos e generais disfarçados de escoteiros e acordar cedo junto com o Sol. Honestamente, a princípio não estava muito animada com a ideia. Mas fiquei tentada quando ela disse que lá eles tinham TV à cabo, vídeo games e que nas noites em que estivéssemos lá, poderíamos escolher um dia para termos um “Jantar as avessas” (aquelas festinhas em que as mulheres se vestem de homens e vice-versa).

Tudo bem, sou sedentária. Me julguem. Não é que eu não curta um passeio no parque, ou que caminhadas me dão vontade de dormir mais. Era só que eu não me encontrava na minha melhor forma psicológica, que me impulsiona a fazer exercícios e incorporar meu lado fitness.

Minha amiga é muito gente boa. Estava determinada a me fazer sentir melhor e de certa forma secreta, estava feliz por ela ter me obrigado a fazer as malas e colocar a indisposição de lado. Às vezes quando estamos na pior, só precisamos de pessoas assim, para nos dar um empurrão e assim, podermos seguir adiante.
Ela me prometeu (jurou juradinho, na verdade) que iria convidar amigos (aqui se lê ‘caras legais e bonitos’)  que eu não conhecia para me distrair um pouco. ALERTA VERMELHO! Epa! Mas não era isso que eu queria. Não mesmo! Mantive-me na negativa até chegar lá rs.

Em primeiro lugar: nunca vá para um acampamento-pousada-descolada com seus amigos, sem estar psicologicamente preparada para ver caras bonitos desfilando de bermudas tactel e sem camiseta, para não fazer a cara de idiota que eu fiz quando cheguei lá e me deparei com pelo menos, cinco beldades da mãe natureza, olhando para mim em tons de: castanho, verde, azul, mel e cinza e com semi sorrisos (igual àqueles modelos de propaganda de grife).
Nota mental: ser tão bonito, deveria ser crime com possibilidade de prisão perpétua, sério.

Assim que cheguei lá e depois que consegui desfazer a cara de abobalhada, minha amiga sutilmente cochichou no meu ouvido, depois que todos estavam entrosados em conversas paralelas: escolha um e foque nele até o final da viagem.
Pensei comigo mesma: dane-se aquele plano idiota. Não ia funcionar mesmo. Ok, sou fraca. A carne é fraca. Homens bonitos dão trabalho e eu quero me divertir!

Desfiz minhas malas em um chalé que ela escolheu para nós duas, mas me garantiu que isso poderia ser temporário caso eu arranjasse um novo colega de quarto. Danadinha!
Descemos à trilhazinha que levava à casa principal, para tomarmos um lanche da tarde e interagir melhor com o pessoal. Depois de ter tomado um banho no chalé, tentei fazer minha melhor performance de “mulher sexy no cabelo molhado”, sem muito sucesso. Dei uma esticada nos cílios e coloquei um gloss antes de descermos, para me sentir mais enquadrada nas meninas (pois todas que estavam ali também eram muito bonitas, mesmo ao natural).

A galera que eu já conhecia estava em um papo animado sobre relacionamento, festas, recentes aquisições... papos que francamente, não me interessavam muito. Minha amiga estava obstinada a me fazer interagir o máximo que pudesse com seus amigos bonitões e depois de ter me perguntado qual era meu escolhido e, eu ter dito que não escolhi nenhum, ela pensou ser melhor assim e resolveu me fazer parecer incrivelmente interessante para todos eles.
Nas apresentações, soltou uns “extrovertida” e “era a melhor aluna da turma”. Não que eu não me orgulhe disso, mas me classificar como cdf, não vai aumentar minhas chances aqui amiga.

Tudo ia bem, até que um dos caras (o mais bonito por sinal) aproveitou um momento em que os demais estavam distraídos e eu dei uma isolada da galera, para tomar um ar no gramado em frente à casa, para me importunar. Veio caminhando sorrateiramente e só me dei conta, quando o fulano já estava sentado do meu lado.

- E aí “melhor aluna da turma”, fazendo o que aqui sozinha?
- Agora que você está aqui, não estou mais sozinha, certo?
- Ui, está nervosinha?
- Não, não estou “nervosinha”, só tomando um ar fresco.
Silencio.
- Como é mesmo seu nome “melhor aluna..
- Pare de me chamar assim. Luana.
- Tudo bem, Lu-a-na. Lembra-se do meu?
- Honestamente? Não.
- Ai, esta doeu. Henrique.
- Prazer é todo seu.
- Hahahaha... esta foi boa. Espero que seja sim.
- Então ele quer bancar o tarado sutil.
- Eu não sou assim.
Silencio.
- Preciso ir.
- Ir para onde Lu?
- Já está me chamando por apelido? Nem te dei liberdade para isso.
Levantei e sai.

Ok, sei que fui dura com o menino. Poderia ter sorrido mais ou ter achado aquele comentário dele sobre “prazer” engraçado. Mas estava ocupada demais tentando ficar com raiva sem explicação, pois ele me irritava de um jeito estranho! Eu nem o conhecia direito, mas já tinha vontade de chutá-lo.
Não preciso comentar que o tom de voz que ele usou quando disse “espero que seja sim”, fez meu coração bater em um ritmo estranho e minhas pernas sentirem vontade de se cruzar.

Nos dias em que fiquei lá, o pessoal se ocupou basicamente em nadar, beber, dançar, comer, beber mais.. enfim, o ciclo de sempre. Foi divertido. Estava gostando e Henrique tinha adotado o estranho comportamento de evitar ficar por mais de cinco minutos no mesmo espaço em que eu estava. Mal nos falávamos.
Mas quem se importa? Tinham outros quatro caras gatos com quem eu conversava animadamente, meus amigos... estava tudo indo perfeitamente bem. Mas por que me incomodava tanto ele me esnobar daquele jeito? Não que eu fizesse algum esforço para me aproximar. Tenho a leve sensação que eu fazia biquinho e fechava a cara quando ele estava perto, mas isso é só um detalhe.

Um belo dia, mais ou menos uns quatro dias depois que cheguei, Henrique resolveu que ia falar comigo. Espera, “falar” não é bem a palavra mais adequada. Ele na verdade, resolveu implicar com toda e qualquer coisa que eu fazia ou dizia. Sempre com comentariozinhos ácidos sobre o modo como eu ria, andava ou argumentava sobre algo.

- Qual é o seu problema moleque?
- Tenho 24 anos. Há muito tempo deixei de ser um.
- Mesmo? Porque está agindo feito um neste exato momento e há uns dias.
- Sabe qual é o seu problema?
- Qual?
- ... Deixa para lá;
- Começou, agora termina.
- Você se acha demais!
- Eu?! Você deve ser louco!
- Fica aí arrastando asa para meus amigos e acha que estão todos a fim de você.
- Não estou “arrastando asa” para ninguém. Só sou simpática e comunicativa. Coisa que você não é!
- Você deveria parar de se achar tanto e ficar mais na sua.
- Espera. Está com ciúmes?
- O que?! Ciúmes? Hahahaha..
- Você está alterado quase gritando, esta sua última risada foi super sarcástica e forçada, você não é nada meu e está irritado por eu querer me aproximar dos seus amigos. Sintomas de ciúmes, sim.

Nesse momento, estávamos próximos ao meu chalé, pois eu queria me deitar e estava cansada. Era de noite e ele estava andando em direção ao chalé dele quando eu o abordei. Agora ele estava caminhando meio furioso em minha direção e o máximo que consegui fazer, foi encostar no muro baixo que dividia a varanda do chalé, com os olhos estralando de medo, esperando que ele se aproximasse e sabe-se lá o que ia fazer.

Foi quando ele chegou bem perto de mim, apoiou as mãos no muro, uma de cada lado meu, deixando-me encurralada e sem ter o que fazer. Ficou sério olhando com aqueles olhos azuis, quase sem piscar, por quase um minuto que me pareceu uma eternidade. A respiração dele estava meio acelerada pelo momento de extravaso que deu  e eu estava com o coração quase saindo pela boca, tentando sustentar o olhar dele.

Quando me dei conta, os olhos dele se fecharam e lentamente, ele aproximou seu rosto, fazendo carinho com a ponta do nariz na lateral do meu nariz e me beijou. Tirou uma das mãos que apoiava no muro para segurar meu rosto, enquanto a outra me envolvia a cintura.
O beijo dele era muito gostoso. Seus lábios estavam macio e quentes e ele começou muito gentil e lentamente.
Fazia movimentos precisos com a língua, enquanto seu polegar acariciava meu maxilar e a outra mão me pressionava contra seu corpo. Estava tão absorta com o beijo, que mal notei o rápido movimento que ele fez para mudar de posição, encostando-se no muro e fazendo com que eu ficasse apoiada nele de frente.

Você acha que está “caliente”? Eu também achava até ele aumentar o ritmo do beijo, tornando-o mais urgente e mais intenso. Soltou a mão do meu rosto e agora eu estava envolta em um abraço carnal que eu aproveitava cada sensação que isso me provocava.
Percebi que ele estava ficando afoito e sutilmente me afastou dele e interrompeu o beijo.

- Por que parou?
- Você me deixa maluco.
Eu o beijei novamente.
- Eu.. não vou... fazer nada que você não queira.
- Tenho proteção lá dentro. (Meu sinal verde)

Eu que já estava com a cabeça a mil e mal me aguentava em pé, colei nele e foi quando senti seu membro enrijecido no qual eu estava me pressionando e... alguns minutos depois, esfregando-me.
Ele percebendo que eu não tinha nenhuma objeção quanto ao fato de ser nosso primeiro contato físico e ter se tornado algo tão intenso e íntimo, caprichou em investidas dolorosas em prazer proibido pelo jeans que nos separavam, apertando-me entre suas pernas com as mãos no meu quadril.

Estávamos tão envolvidos que esquecemos que alguém poderia estar de camarote assistindo toda aquela cena. Então sem parar de nos beijar, tentei abrir a porta do chalé e entramos.
A cama em que eu dormia era de solteiro e não muito grande. Ela pareceu minúscula com ele deitado ali, pois era forte e alto. Ele me deitou e se ajeitou em cima de mim, ainda com aquela maldita calça que agora eu odiava com todas as minhas forças.

Sem sair de cima de mim, ele usou suas pernas para afastar as minhas e assim, se encaixar ali, simulando um papai e mamãe, fazendo movimentos circulares e me deixando muito excitada (se é que era possível ficar mais).
Comecei a gemer baixinho com aquela masturbação simulada e foi aí que ele aproveitou para ser um pouco mais maldoso, levantou a cintura e colocou a mão dentro da calça para ajeitar seu pênis, de forma que este ficasse em posição mais ereta para poder me tocar com mais precisão e intensidade. E recomeçou os movimentos agora simulando penetradas fortes e profundas. Estava tão gostoso, mesmo estando de roupa, que eu nem pensei em parar.

Minhas mãos estavam por cima dele, agarrando seu quadril com força e acompanhando as investidas que ele fazia, enquanto eu e ele gemíamos baixinho alternando entre beijos.

Quando ele viu que não aguentava mais, tirou a camiseta e a minha blusa e começou uma lenta procissão de beijos que começavam entre meus seios e iam até meu umbigo. E depois voltavam. Com uma das mãos apoiada na cama e a outra livre, ele desabotoou meu sutiã, libertando meus seios que estavam inchados e doloridos de tesão. Os bicos estavam enrijecidos como em um dia de frio e ali ele dedicou um leve beijo, antes de afundar sua boca e começar a chupá-lo como quem está mamando. Eu com uma das mãos acariciava seu cabelo sedoso e macio e a outra estava apoiada no seu ombro, enquanto a mão livre dele segurava meu seio enquanto ele chupava.

Depois de ter feito isso no outro também, ele terminou de remover meu sutiã e tirou minha calça. Neste momento eu me sentia encharcada e muito sexy. Ele me fazia se sentir assim e a maneira como me olhava, parecia que eu era uma deusa. Quando se abaixou quase como que em uma reverência para beijar mais minha barriga, eu tremi com o arrepio que a língua dele causou. Ele desceu mais o beijo e ainda de calcinha, cheirou entre minhas pernas e começou a dar mais beijos e lambidas sob o tecido.

Mentalmente eu estava implorando por mais e lendo meus pensamentos, ele empurrou minha calcinha de lado e colocou o indicador dentro de mim, lenta e vagarosamente. Vendo que eu gemi alto, investiu o dedo médio também e ficou tirando e colocando os dois dedos, enquanto flexionava-os dentro de mim, me fazendo ir à loucura.

Quando eu implorei por mais, ele removeu minha calcinha, abriu mais minhas pernas e com a ponta da língua começou a dar lambidas ritmadas no meu clitóris. Foi maravilhoso. Ele sabia como fazer aquilo. Eu estava tão extasiada de prazer que quando aquela sensação foi crescendo dentro de mim, eu me percebi gemendo alto até que explodi em mil pedaços e tive um orgasmo muito intenso.

Depois de me contorcer e ele apreciar meu prazer, deitou em cima de mim para me beijar e senti meu sabor doce e salgado na sua língua. E foi bom! Mas agora era minha vez de atacar. Rolei por cima dele e comecei a beijá-lo, enquanto semi erguida tentava desabotoar a maldita calça. Parei de beijá-lo e removi a calça e pude ver o quanto ele estava excitado. Seu pênis razoavelmente grande, estava com a glande para fora da cueca, deixando um rastro molhado de tesão por onde passou. Foi a cena mais linda que já vi.

Removi sua cueca lentamente enquanto estava com o rosto encostado nele, sentindo seu cheiro e lambendo a cabeça do seu pênis. Senti ele tremer de prazer e aí removi toda sua cueca, libertando seu membro daquela prisão e deixando-o tomar sua forma ao ar livre. Era grande, razoavelmente grosso e minimamente curvo. Perfeito para mim.

Comecei lambendo em torno do pênis, até chegar ao escroto e sabendo o quão delicada e sensível é esta região muito mal explorada pela maioria das mulheres, abri a boca e coloquei um de seus testículos dentro dela, muito delicadamente e comecei a brincar com minha língua nele dentro da boca. Henrique deu um gemido alto e profundo e eu repeti isso algumas vezes com o outro também.
Depois comecei com lambidas pela extensão do membro, deixando-o ainda mais ansioso pelo momento em que eu o colocaria na boca. Deixando de ser uma menina má, segurei seu pênis com uma das mãos, enquanto a outra apoiava na sua coxa e coloquei a boca em seu pênis, dando lentas sugadas. Em seguida comecei a tirar e colocar a boca deixando os lábios mais estreitos para dar uma pressão maior e com a mão que estava segurando a extensão do pênis, comecei um processo de masturbação. A boca acompanhava o ritmo da mão. Subia quando o prepúcio subia e descia quando o prepúcio fazia o mesmo.
Se eu fosse um homem, estaria fazendo exatamente o que Henrique fazia, porque modéstia parte deveria estar muito gostoso.
Ele levantada o quadril da cama, acompanhando meu ritmo, sempre que minha boca afundava. Era uma penetração bucal acompanhada de masturbação que ele estava adorando, pois gemia bastante.

Com uma das mãos ainda masturbando-o, inclinei-me para abrir a pequena gaveta do criado-mudo e deixei à mostra e de fácil acesso e retomei meu oral.

Em determinado momento percebendo que se continuasse poderia gozar, ele segurou meu rosto e se levantou me obrigando a ficar por baixo dele novamente. Afastando mais uma vez minhas pernas com as suas (só que agora ambos nus), ele me olhou bem fundo nos olhos enquanto me penetrava deliciosamente.
Ambos gememos baixinho, cada um com o lábio próximo ao ouvido do outro e começamos uma dança ritmada com uma sincronia perfeita. Ele alternava entre penetradas leves, com as profundas e fortes e mantinha este ritmo até sair de dentro de mim e eu montar em cima dele. Sentei nele e comecei meu ritmo até que ele pediu que eu dobrasse os joelhos e ainda em cima dele, segurou-me nas pernas enquanto com força, ele levantava o quadril e me penetrava.


Diminuímos o ritmo com possibilidade de gozo iminente e ergui as costas dele de modo que ficássemos sentados um de frente para o outro. Com minhas pernas cruzadas envolta dele, ele segurou no meu quadril e começou a me afastar e aproximar, em um ritmo que fazia com que a fricção fosse bem intensa. Eu podia sentir muito nesta posição e ele também. De frente podíamos nos beijar livremente enquanto nos mexíamos e minhas mãos agarravam seus ombros e cabelo.

Com um surto de tesão, cochichei em seu ouvido que queria “ficar de quatro” e ele, rapidamente mexeu as pernas e entendi que eu poderia sair de cima dele. Fiquei de quatro com os cotovelos apoiados na cama e com o quadril bem empinado, enquanto ele afastava mais minhas pernas para se posicionar entre elas.
Ele acariciou meu quadril antes de penetrar e eu sabia, que ele estava admirando esta cena. Isso durou uns 5s quando senti a força, mas ao mesmo tempo, gentileza de sua penetração e foi quando se seguiram fortes investidas dele em mim, causando aquele barulho de peles e músculos se chocando, misturados ao suor e nossos gemidos.

Essa posição é muito boa, mas nem todas as mulheres conseguem atingir ao orgasmo com ela. Eu não me importaria dele gozar naquele momento, depois do oral maravilhoso que ele me deu. Mas como um homem perspicaz e sabendo que ele estava quase lá, parou com as investidas e pediu que eu me virasse e deitasse. Depois voltamos no papai e mamãe (como ele sabia que eu gozava mais fácil assim?) e começou novos ritmados movimentos para chegarmos aos nossos clímaces.

Aquela sensação foi crescendo em mim novamente e senti que nele também. Quando eu entre gemidos e cochichos disse “estou quase lá”, ele retribuiu com um “goze para mim que eu vou gozar também”.  Então nos entregamos e com ele aumentando o ritmo, eu explodi enquanto sentia-o explodir dentro de mim. Ficamos em um momento pós gozo de relaxamento e tremidas por alguns segundos, até ele gentilmente sair de mim e se aninhar ao meu lado.
Ficamos em silencio curtindo aquele momento esperando nossas respirações se acalmarem, até que me aconcheguei com a cabeça em seu peito.

Creio que adormecemos por uns quinze minutos e ele beijou minha cabeça me deixando mais desperta e me colocando ao seu lado de modo que pudéssemos nos olhar de frente.



- Foi maravilhoso.
- Você gostou Lu? Sente-se satisfeita?
- Eu amei. Mas tenho dúvidas enquanto ao satisfeita.
Ele riu alto.
- Você é um homem e tanto.
- Mesmo? Achei que eu era um tarado disfarçado.
- Sutil. Mas eu só estava implicando.
- Eu também sua boba. Não tinha motivos para não gostar de você. Você é linda, simpática e inteligente... é só que..
- Despertamos o melhor e o pior um no outro.
- É.. isso faz sentido. E eu só me afastei por uns dias de você, porque queria entender o que estava sentindo.
- E aí eu resolvi me interagir.
- Há há há engraçadinha. Você tinha razão.
- Sobre o quê?
- Eu estava mesmo com ciúmes.
Eu o beijei.
- Não há motivos para você sentir ciúmes.
- Mesmo?
- Claro que não. Eu gosto de você.
- Eu também gosto de você.
- Eu gosto muito de você.
- Eu também, minha linda.
- Sua?
- Sim e o prazer será todo seu, se quiser.
Nos beijamos e fizemos amor novamente.

E esta foi a melhor viagem-terapia que eu poderia desejar, que eu me envolvi e me envolvo até hoje com um cara e que me abalo com ele de um jeito bom, sim e que a insanidade é tão boa com ele como poderia ser. 

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