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Parafraseando para desafogar

setembro 25, 2013Amanda de Ishtar

Eu sempre me desafogo deste fogo que me afoga, com palavras como esta, que viram textos, que viram versos, que viram fábulas, que viram por vezes, excertos – pois quando minhas humildes frases não conseguem me limitar, noutros de outros, o fazem. Não sou boa em dissertações, poemas passo longe, mas resolvi escrever menos descontraidamente, mais enigmaticamente, brincando de ser escritora, para expressar de maneira clara, mas nem tão óbvia, o que penso e sinto no prezado momento.

Falta de acalento todos temos. A carência é a manifestação dos iludidos, mal amados, desconsolados e traídos. “Mendiga-se abraços” poderia ser meu atual slogan; eu não me importaria. E tu, ia?

Sabe-se lá porquê, as pessoas na sua individualidade, ficam nesta dualidade de carinho e solidão. Não se escolhe ter carinho, mas se escolhe estar sozinho? Abraço e coração ou independência e gratidão? Grato pela vida, pelo ar, pela comida que te satisfaz – só a comida, o resto se desfaz –, pela natureza que te cerca, pelo Sol que te ilumina e pelo trabalho que lhe sustenta.

O orgulho é um ser de vontades próprias - inadequadas e insolentes -, que te isola e te consome, impedindo-te de ser contente. Normalmente quem tem orgulho por excesso, tem desejos proibidos e escondidos, camuflados em um sentimento tão... ignorante.

A timidez é a desculpa dos medrosos em expor aquilo que se sente. A vida é tão curta; não se acanhe minha gente! Seja hoje o que pode o ser. Não espere que o dia seguinte seja piedoso com sua falta de coragem. Covardia é a falta de vida; aquela dosagem cavalar que te deixa grogue e com muita, mas muita dificuldade de andar. Não posso prometer que não haverão tropeços... “[...] Tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho [...]”; mas os grandes castelos não foram construídos de pau a pique, foram?

Meu maior problema é ser tagarela. A tagarelice já me rendeu e “desrendeu” muitas coisas. Coisas que eram minhas; coisas que eu queria que fossem minhas; coisas que poderiam ter sido minhas, não fosse a tagarelice. Ah, dádiva e defeito! A comunicação em excesso, a falta de sutileza ou, por vezes, de paciência, rouba-te tesouros que hoje, só são versos na memória; lembranças de outrora, de tempos que não voltam mais.

Culpa de quem? Deste órgão chamado coração, em motim com este cérebro inquieto e cheio de perturbações, inflexibilidade e pensamentos obtusos. Impedem-me de não ser, quem eu não sou... ufa! Agradeço por ser assim, quando com birra de mim mesma, não rogo aos céus por uma mudança. Quando sentimento bonito assim possuo, esconder-te para quê? Qual o propósito de um segredo, se não o deve ser secreto? Eu não peço sua aceitação e condescendência. Tudo que peço – por obséquio – é que me ouça, entenda-me e ame-me, se assim o quiser. Pedi demais? A culpa desta vez é sua, por ser incrível assim; não todos os dias, mas por esses minutos que roubaram toda a minha atenção, um pouco (ou um bocado?) do meu coração. Os incomodados que se mudem! Já dizia a regra...

Eu sou um paradoxo ambulante. Tenho que me dividir entre o romantismo tradicional, e a liberdade de expressão. Os extremos de querer que ele abra a porta do carro para mim, e aqueles momentos insanos em que o convido para sair. Ah, dádiva e defeito! Minha impaciência fica quicando em mim; não satisfazê-la é declarar guerra! Quantas insônias em nome desta danada, que fica martelando frases nem tão aleatórias; frases imperativas para eu aja de acordo com as suas (e minhas) necessidades. Ingrata!
Às vezes chego a ser boba, ou tola, ou não quero crer na verdade que descrê àquilo que eu queria que fosse verdade. Insisto insistidas vezes, até eu me vencer, pelo cansaço. Desculpa se te incomodo, mas não te incomodar é me incomodar; meu egoísmo é o seu estorvo. Mas me faria muito feliz se me dissesses o contrário. Dirás? Um “não” eu sei que já tenho, se não tentar. Posso querer um “sim”?

Enquanto aguardo e me guardo, crio fantasias mirabolantes, utopias que são quase impossíveis. Veja bem, eu disse "quase", pois a esperança é a última quem morre. Prefiro metas difíceis, assim a concorrência é menor... ou não. Quando não, o ciúmes vem me beliscar, de leve, no cotovelo. Logo ele convida de mansinho a inveja e os dois, juntam-se em um revezamento maçante de beliscos até eu me irritar e mandá-los para onde mora o lacrimejar. Sacas?

Tudo que tem começo, tem meio e fim. As vezes este “fim” demora anos; semanas, horas ou minutos. Este “meio” está contido no meu mundo, que envia convites limitados para determinadas pessoas. Algumas pessoas fazem parte do meu mundo por pouco tempo. Jogam papo fora com uma certa freqüência, e aí, “fim”. Outras ficam por bastante tempo, não vão mais embora. E eu fico grata. Outras só espiam de pertinho, mas recusam-se a entrar. O motivo? Não faço a mínima. Mas te convido a tomar uma xícara de chá com biscoitos. Podemos sentar e conversar sobre. Não, do lado de fora não... tem que entrar no meu mundo para tal “fim”.

A verdade? Não há verdade. Mas te digo uma coisa: Não te digo nada. E te digo mais: só te digo isso.




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